Três estilos de espumante Brasil

Espumantes Peruzzo: três caminhos até a primeira borbulha

Garrafa, tanque e doçura contam partes diferentes da elaboração. Brut Tradicional, Rosé Charmat e Moscatel permitem observar essas escolhas dentro da mesma casa.

Garrafa de Espumante Brut Peruzzo (Tradicional)
Garrafa de Espumante Brut Rosé Peruzzo (Charmat)
Garrafa de Espumante Moscatel Peruzzo
Da nossa seleção, para a sua mesa.
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A primeira borbulha que aparece na taça é o fim de um percurso que aconteceu fora dela. No portfólio de espumantes Peruzzo, esse percurso muda: há Brut Tradicional, Brut Rosé Charmat e Moscatel. O nome da vinícola reúne garrafas que chegam à mesa por decisões diferentes de método e estilo.

Olhar para esses bastidores torna a escolha mais interessante. A questão deixa de ser apenas qual espumante abrir no brinde e passa a incluir o que a equipe procurou construir antes de colocar a rolha. Cada caminho pode encontrar uma companhia própria na comida.

Fachada da Vinícola Peruzzo, com o logotipo institucional na imagem.Bagé, Campanha Gaúcha, Brasil
A sede da Peruzzo reúne a etapa de elaboração na propriedade. Segundo a história oficial da família, a vinícola foi inaugurada em 2008, cinco anos depois dos primeiros plantios.Foto: Vinícola Peruzzo / divulgação

Uma casa de Bagé, um portfólio mais amplo

A Peruzzo inaugurou sua vinícola em Bagé em 2008 e reúne espumantes de diferentes métodos. Há também uma diferença de procedência que merece atenção: a ficha oficial do Brut Rosé Charmat informa Serra Gaúcha. O endereço da casa e a origem declarada de cada vinho cumprem funções distintas.

Essa leitura permite conhecer o portfólio sem colocar toda garrafa no mesmo lugar do mapa. Uma vinícola pode organizar rótulos a partir de escolhas diversas, e a informação específica do produto ajuda a compreender cada proposta. O ponto em comum está no trabalho da casa; as diferenças aparecem nas uvas, no método e no perfil final.

Referências: Peruzzo — história da vinícola (abre em nova aba) · Peruzzo — Brut Rosé Charmat (abre em nova aba)

Brut Tradicional: a garrafa participa do trabalho

No Brut Tradicional apresentado pela El Vinos, a segunda fermentação acontece na própria garrafa. O recipiente que depois chega à mesa participa, portanto, de uma etapa decisiva da elaboração. É uma maneira concreta de entender por que o método importa.

Nossa sugestão é conhecê-lo com uma quiche ou um prato de cogumelos sobre pão tostado, prestando atenção à textura e ao aroma. Não é necessário transformar o método em uma classificação automática de superioridade. Ele informa como o vinho foi feito e abre perguntas sobre o resultado. O que agrada mais depende também do prato e de quem está bebendo.

Referências: Peruzzo — portfólio oficial de espumantes (abre em nova aba)

Pessoas em visita guiada à cave Peruzzo, entre garrafas de espumante.Bagé, Campanha Gaúcha, Brasil
Visita à cave da Peruzzo. Os suportes inclinados são pupitres: no método tradicional, o trabalho de movimentar as garrafas ajuda a conduzir o depósito de leveduras ao gargalo, antes de sua retirada.Foto: Vinícola Peruzzo / divulgação

Rosé Charmat: outra escala de recipiente

No Brut Rosé Charmat, o produtor informa Pinot Noir e Moscato, tomada de espuma em autoclave e três meses de contato com leveduras. A ficha descreve referências florais e de frutas vermelhas. Aqui, a formação das borbulhas acontece em tanque pressurizado antes do engarrafamento.

O contraste com o Tradicional é uma oportunidade para acompanhar escolhas de elaboração sem reduzir tudo ao tamanho do recipiente. Uvas, contato com leveduras e intenção de estilo também participam. Para levá-lo à mesa, nossa proposta é salmão assado ou uma torta de legumes. A cor rosada acrescenta uma expectativa visual, mas a palavra Brut é mais útil para entender sua posição entre os estilos secos.

Referências: Peruzzo — Brut Rosé Charmat (abre em nova aba)

Moscatel: a doçura assume outro papel

O Moscatel oferece a alternativa doce do trio, conforme a apresentação do catálogo El Vinos. Ele muda a relação com a comida e com a preferência pessoal. Se os outros dois convidam a uma aproximação inicial com pratos salgados, o Moscatel abre espaço para uma sobremesa de fruta.

Nossa sugestão é uma torta de maçã ou de pêssego com açúcar moderado. O vinho e a sobremesa podem dividir a sensação doce sem que um apague completamente o outro. Também é possível escolhê-lo porque esse é o estilo de que você gosta, sem encarar a decisão como uma etapa anterior aos espumantes secos.

Conhecer método e doçura ajuda justamente a separar essas perguntas. Uma trata da elaboração; outra, da experiência desejada. Quando as duas ficam claras, a garrafa pode ser escolhida com mais liberdade e menos dependência da ideia de um único espumante para todas as ocasiões.

Seis taças de vinhos Peruzzo sobre mesa com paisagem rural ao fundo.Bagé, Campanha Gaúcha, Brasil
Uma prova lado a lado na propriedade: observe as diferenças de cor entre as taças. A aparência ajuda a começar a comparação, mas não revela sozinha a uva, a idade ou o sabor do vinho.Foto: Vinícola Peruzzo / divulgação

Explore os espumantes Peruzzo na El Vinos e escolha qual caminho de elaboração você quer conhecer à mesa.

Da leitura à primeira taça

Vinhos desta história

Explore os rótulos na El Vinos e escolha o vinho para o seu próximo encontro à mesa.

Brasil · 100% Chardonnay

Espumante Brut Peruzzo (Tradicional)

Vinícola Peruzzo (família Peruzzo, fundada em 2003, Bagé — RS)

R$ 140,00

Comprar na El Vinos

Brasil · Pinot Noir (90%) e Moscato (10%)

Espumante Brut Rosé Peruzzo (Charmat)

Vinícola Peruzzo

R$ 100,00

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Brasil · Moscato Branco (80%) e Malvasia (20%)

Espumante Moscatel Peruzzo

Vinícola Peruzzo

R$ 78,00

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Para escolher com confiança

Perguntas frequentes

Todos os espumantes Peruzzo são da Campanha?

Não se deve concluir isso pelo endereço da vinícola. A ficha oficial do Brut Rosé Charmat informa Serra Gaúcha.

Tradicional e Charmat são níveis de doçura?

Não. São métodos de elaboração. Brut e a indicação do perfil doce ajudam a entender outra dimensão do estilo.

Qual dos três acompanha melhor uma sobremesa de frutas?

Nossa sugestão inicial é o Moscatel, por sua proposta doce. A quantidade de açúcar da sobremesa também conta.

Fontes e referências

Consulte as fontes utilizadas para os dados históricos e técnicos desta matéria.