Bagé, Rio Grande do Sul Brasil

Peruzzo: sete tintos e uma aposta na terra de Bagé

O plantio de 2003 abriu um novo capítulo na propriedade familiar. Cabernet Franc, Merlot e variedades menos conhecidas ajudam a contar o que veio depois.

Garrafa de Peruzzo Cabernet Franc 2022
Garrafa de Peruzzo Cabernet Sauvignon 2020
Garrafa de Peruzzo Merlot 2023
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Em 2003, a família Peruzzo colocou no chão de Bagé as primeiras videiras de seu projeto. As mudas vieram da França, da Itália e de Portugal. A vinícola seria inaugurada cinco anos depois. Entre o plantio e a abertura, há uma distância que uma garrafa pronta costuma esconder: vinho começa por uma decisão agrícola, tomada muito antes de alguém provar o resultado.

Na propriedade, videiras convivem com a criação de ovinos e bovinos. Esse encontro situa a Peruzzo na Campanha Gaúcha. A paisagem pecuária ganhou outro cultivo, e o portfólio de tintos oferece sete maneiras de se aproximar dessa escolha: Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Tannat, Marselan e Arinarnoa.

Portal de entrada da Vinícola Peruzzo em Bagé.Bagé, Campanha Gaúcha, Brasil
O portal marca a chegada à Peruzzo, em Bagé. A cidade fica na Campanha Gaúcha, região vinícola próxima à fronteira com o Uruguai.Foto: Vinícola Peruzzo / divulgação

Antes da adega, uma escolha de região

A Campanha aparece nos estudos da Embrapa como a região de vinhos finos mais quente do Sul do Brasil, com menor precipitação média anual em comparação às outras regiões vitivinícolas sulinas. Essa combinação contribui para seu interesse agrícola. A pesquisa também considera riscos: condições favoráveis precisam ser acompanhadas de manejo e atenção a cada ciclo.

O dado ajuda a entender por que uma família de Bagé investiria em videiras. Também convida a abandonar uma imagem única do vinho brasileiro. O lugar em que uma uva amadurece muda as perguntas do viticultor: quando colher, como lidar com a água e qual variedade cultivar. A história da Peruzzo se encaixa nesse mapa por meio de uma decisão concreta de plantio, sem exigir que todos os tintos tenham o mesmo gosto.

Referências: Peruzzo — história da vinícola (abre em nova aba) · Embrapa — potencial e riscos climáticos na Campanha Gaúcha (abre em nova aba)

O que fica debaixo das coxilhas

O levantamento da Embrapa descreve uma Campanha de geologia variada, com áreas planas e suavemente onduladas e diferentes classes de solo. Há formações graníticas na região de Bagé, mas o mapa regional reúne muito mais do que um único tipo de rocha. Ele não autoriza atribuir um perfil de solo idêntico a cada talhão da Peruzzo.

Essa distinção é útil para entender terroir de maneira concreta. Profundidade, textura e drenagem do solo participam da disponibilidade de água e do crescimento das raízes. O manejo precisa responder a essas condições. A paisagem oferece um campo de possibilidades, e a escolha da variedade é parte da resposta. Sete tintos de uma mesma casa podem mostrar caminhos diferentes dentro desse trabalho.

Referências: Embrapa — Campanha Gaúcha: indicação geográfica de vinhos (abre em nova aba)

Pessoas em visita guiada à cave Peruzzo, entre garrafas de espumante.Bagé, Campanha Gaúcha, Brasil
Visita à cave da Peruzzo. Os suportes inclinados são pupitres: no método tradicional, o trabalho de movimentar as garrafas ajuda a conduzir o depósito de leveduras ao gargalo, antes de sua retirada.Foto: Vinícola Peruzzo / divulgação

Dois Cabernets, duas formas de presença

O Cabernet Franc 2022 tem uma informação de elaboração publicada pela Peruzzo: amadurecimento com carvalhos francês e americano. O produtor destaca fruta madura e especiarias. No Cabernet Sauvignon, a ficha El Vinos informa carvalho francês e um perfil adequado a pratos de maior intensidade. Compartilhar parte do nome não torna essas uvas equivalentes.

À mesa, vale dar ao Cabernet Franc um assado com ervas e caldo da própria cocção. Para o Cabernet Sauvignon, nossa proposta é uma carne dourada ou cogumelos com molho mais concentrado. O contraste não precisa virar uma competição de força. Interessa perceber como aroma, tanino e comida se acomodam, e qual combinação deixa vontade de continuar a refeição.

Referências: Peruzzo — Cabernet Franc 2022 (abre em nova aba)

Merlot e Pinot Noir: o espaço entre fruta e madeira

O Merlot do catálogo El Vinos reúne referências de cereja, framboesa e cogumelos, com seis meses em carvalho francês. A ficha o apresenta com maciez e presença. É uma combinação interessante para quem gosta de observar textura, especialmente ao lado de uma massa com ragu ou de um assado de intensidade moderada.

O Pinot Noir cadastrado segue sem barrica. Essa escolha muda a conversa sobre amadurecimento: a ausência de madeira também é uma decisão de estilo. Um frango de forno com cogumelos pode ser uma boa companhia para explorá-lo. A uva deixa de ser apenas um nome famoso e passa a ser percebida no modo como ocupa a mesa, com uma presença diferente daquela dos Cabernets.

Seis taças de vinhos Peruzzo sobre mesa com paisagem rural ao fundo.Bagé, Campanha Gaúcha, Brasil
Uma prova lado a lado na propriedade: observe as diferenças de cor entre as taças. A aparência ajuda a começar a comparação, mas não revela sozinha a uva, a idade ou o sabor do vinho.Foto: Vinícola Peruzzo / divulgação

Tannat, Marselan e Arinarnoa ampliam o repertório

O Tannat é descrito pela El Vinos com estrutura, ameixa, alecrim e tabaco; somente parte do vinho recebe o estágio em carvalho francês informado. Esse detalhe merece atenção porque impede uma leitura simplificada de vinho com madeira como se todo o volume tivesse recebido tratamento idêntico. Um prato de cocção longa, como costela, oferece um contexto para acompanhar seus taninos.

Marselan aproxima a curiosidade por uma variedade menos habitual de um território conhecido: fruta, presença e carvalho francês, conforme a ficha comercial. Na Arinarnoa 2022, a Peruzzo documenta três meses em barricas francesas de segundo uso. O recipiente já usado entra como outra variável, além do tempo. Berinjela assada com queijo curado ou polenta com ragu são sugestões para conhecer esses dois tintos sem depender de uma ocasião especial.

Referências: Peruzzo — Arinarnoa 2022 (abre em nova aba) · Saran Vinhos — Peruzzo Marselan (abre em nova aba)

Uma descoberta de cada vez

Não é preciso abrir sete garrafas para conhecer a casa. Escolher um tinto familiar e guardar uma variedade nova para o próximo jantar já cria um percurso. Quem costuma beber Merlot pode seguir para Marselan; quem aprecia Cabernet Franc pode experimentar Arinarnoa. São convites de curiosidade, sem sugerir que as uvas sejam substitutas perfeitas.

O que une o caminho é Bagé e o trabalho da vinícola. A diferença aparece no ritmo de cada garrafa, na presença da madeira e no encontro com a comida. Mais do que decorar uma lista, vale guardar uma impressão que faça sentido para você: qual tinto acompanhou melhor o prato, qual despertou vontade de conhecer outra variedade e qual merece voltar à mesa.

Conheça os tintos Peruzzo na El Vinos e escolha por onde começar essa viagem pela Campanha.

Da leitura à primeira taça

Vinhos desta história

Explore os rótulos na El Vinos e escolha o vinho para o seu próximo encontro à mesa.

Brasil · Cabernet Franc

Peruzzo Cabernet Franc 2022

Vinícola Peruzzo

R$ 119,00

Comprar na El Vinos

Brasil · 100% Cabernet Sauvignon

Peruzzo Cabernet Sauvignon 2020

Vinícola Peruzzo (família Peruzzo, fundada em 2003, Bagé — RS)

R$ 119,00

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Brasil · Merlot

Peruzzo Merlot 2023

Vinícola Peruzzo

R$ 119,00

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Brasil · Pinot Noir

Peruzzo Pinot Noir 2022

Vinícola Peruzzo

R$ 119,00

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Brasil · 100% Tannat

Peruzzo Tannat 2023

Vinícola Peruzzo (família Peruzzo, fundada em 2003, Bagé — RS)

R$ 119,00

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Brasil · 100% Marselan

Peruzzo Marselan 2023

Vinícola Peruzzo (família Peruzzo, fundada em 2003, Bagé — RS)

R$ 119,00

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Brasil · 100% Arinarnoa

Peruzzo Arinarnoa 2022

Vinícola Peruzzo (família Peruzzo, fundada em 2003, Bagé — RS)

R$ 119,00

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Para escolher com confiança

Perguntas frequentes

Qual tinto Peruzzo escolher para começar?

Comece pelo prato. Merlot e Cabernet Franc são boas propostas para assados e massas; Pinot Noir entra quando você busca uma preparação mais delicada.

Marselan e Arinarnoa são o mesmo vinho?

Não. São variedades diferentes e rótulos separados. Escolhê-las lado a lado é uma forma de ampliar o repertório dentro da mesma vinícola.

Todos os tintos Peruzzo passam por madeira?

Não. O Pinot Noir do catálogo é apresentado sem barrica. Consulte a ficha da garrafa escolhida, pois elaboração e safra podem variar.

Fontes e referências

Consulte as fontes utilizadas para os dados históricos e técnicos desta matéria.